Boêmia, ano de 1403. O reino está dividido entre o rei Venceslau IV e Sigismundo, e a crise que sacode a corte escorre pelas estradas até as vilas mais distantes. Foi nesse clima de nervos, longe das cidades grandes, que uma disputa local acendeu uma guerra.
No coração dessa tensão fica a Marca de Trosky: pequena no mapa, imensa em importância. Suas terras férteis, florestas, oficinas e rotas de comércio alimentam metade da região, e quem a governa não precisa de um exército para ser respeitado. Seu senhor, Lord Oldřich de Varten, morreu sem aviso, e com ele sumiu o documento que provava quem seria o herdeiro legítimo.
Sem esse papel, restaram terras, dívidas e títulos sem dono, e dois homens dispostos a reclamá-los.
Casa do Leão Dourado
Lord Radovan de Zelený sustenta que o poder pertence ao herdeiro por sangue, tradição e lei. Aceitar outro governante, diz ele, seria destruir a ordem feudal e os juramentos da nobreza.
Casa do Corvo
Lord Marek de Černý responde que a Marca precisa de quem seja capaz de protegê-la e de mantê-la funcionando. Com influência sobre recursos, aliados e rotas comerciais, defende uma liderança baseada na capacidade, nas alianças e na autonomia local.
Como a disputa virou guerra
- I
A sucessão contestada
Radovan reivindicou a Marca pela legitimidade hereditária. Marek negou que ele tivesse autoridade para isso.
- II
A crise das dívidas
As dívidas de Lord Oldřich ficaram sem pagamento, e as duas casas passaram a disputar propriedades, rendas e pedágios.
- III
O primeiro confronto
Caravanas foram bloqueadas, as rotas de comércio ficaram sob ameaça e soldados começaram a ocupar as terras disputadas.
- IV
A guerra aberta
Acusações de traição, ataques a comboios e represálias transformaram uma briga de herança em um conflito entre duas casas.
O documento que ninguém quer encontrar
O papel desaparecido virou a peça central da guerra. Alguns juram que ele provaria o direito de Radovan. Outros suspeitam que, uma vez achado, revelaria que nenhuma das duas casas tem uma reivindicação incontestável. O verdadeiro mistério talvez seja outro: que a guerra inteira tenha nascido do sumiço de um documento que alguém não queria ver encontrado.
E assim nasceu a guerra. O Leão Dourado luta para preservar a legitimidade, a lei e a tradição. O Corvo luta para conquistar o poder que julga necessário para governar e proteger a Marca. Enquanto os nobres derramam sangue, comerciantes, artesãos, camponeses e guildas precisam decidir com quem negociar, ou se devem permanecer independentes.
E você, de que lado fica?